Dos tipos de curiosidade.
É importante saber que a curiosidade não está somente no âmbito das ações, ou seja, agir de maneira curiosa, mas também no intimo do individuo a curiosidade existe. É simplesmente a vontade que não se exterioriza, mas só fica no âmbito do pensamento. Pode parecer inofensiva esta curiosidade que permanece no âmbito mental, mas é justamente este tipo de curiosidade que deve ser trucidado.
De fato, a ação curiosa brota de algo interior ao individuo, de uma vontade, então, é por isso que esta não é tão mister quanto à puramente emocional. Geralmente a ação curiosa se torna automática, inconsciente e paulatinamente vai se incorporando à personalidade do individuo, ou seja, a prática constante da ação curiosa se torna hábito com o tempo.
Para romper com o hábito curioso é preciso refletir sobre as próprias práticas curiosas. Neste caso o intuito é o de só se tomar uma prática curiosa a partir da necessidade, isto é, só tender à curiosidade quando for necessário. Para isto deve-se perguntar diante de cada situação: Eu preciso fuçar isso? É necessário que eu saiba de tal coisa? E se eu souber, o que isso vai gerar dentro de mim? Isso me acrescentará algo? Se acrescenta, será algo de positivo ou negativo? É deste modo que se garante o bem estar diante da ação curiosa.
Quanto a curiosidade puramente emocional, aquela que não se exterioriza, que é o desejo de saber que não é concretizado, deve ser reprimida e sobrepujada através de um método simples, o do convencimento do inconsciente juntamente com o da necessidade.
O método de convencimento do inconsciente consiste na repetição para si próprio de frases para convencer a parte inconsciente da sua psique sobre determinada coisa. Neste caso, convencê-lo de que não mais precisa saber sobre a questão do seu ex-cônjuge. Juntamente com o método da necessidade, com seus questionamentos sobre a necessidade de conhecer, podemos formular algumas proposições para o convencimento de si próprio. Vejamos: Eu não preciso saber sobre tal assunto! Saber disso vai de encontro com meus propósitos! Tal assunto não me diz respeito! Entre outras de mesmo caráter.
No primeiro método percebemos que são feitos questionamento sobre o hábito de determinada ação antes de concretizá-la, há uma interrogação. Por outro lado, no segundo caso, no ato do pensamento ele é sobrepujado pelas proposições sugestivas no imperativo.